terça-feira, 9 de junho de 2020

CEPAL seleciona Projeto de Extensão da UFPB para publicação no Repositório de Casos sobre o Big Push para a Sustentabilidade no Brasil.


Através de webinar, no último dia 26/05 do corrente ano, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas, tornou público 66 projetos que foram selecionados para constar no repositório dos estudos de caso sobre o Big Push para a Sustentabilidade no Brasil.
O projeto Big Push para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil: o caso da política de coleta solidária de resíduos em Bonito de Santa Fé – PB, na área de reciclagem e resíduos, foi um dos selecionados pelo Comitê de Avaliação, constituído por representantes do Ministério da Economia do Brasil, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e CEPAL.
O objetivo da CEPAL é “dar visibilidade e oportunidade de showcase às experiências e iniciativas que geraram resultados concretos em direção à sustentabilidade do desenvolvimento no Brasil”, com abrangência nos setores públicos e privados de todo território nacional, abordando os temas de infraestrutura (energia, logística, saneamento); sociobiodiversidade; educação, capacitação e pesquisa; indústria; agropecuária e uso do solo; reciclagem e resíduos; e outros.
Segundo o Extensionista e Economista Tarcísio Valério da Costa (coordenador), lotado na Pró reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Federal da Paraíba, o projeto iniciado em 2011, constatou da organização social dos catadores com a formação da Associação (ASCAMAR), a implantação da logística da coleta seletiva no município de Bonito de Santa Fé-PB e educação ambiental junto à comunidade, trabalhos realizados em Parceria com a Prefeitura Municipal de Bonito de Santa Fé-PB. Em 2012 o projeto teve apoio do Governo do Estado da Paraíba, através do Projeto Cooperar com o investimento na construção de galpão em um terreno doado pela Prefeitura Municipal e compra de equipamentos (prensa, caminhão, balança, carro de coleta manual, elevador de carga) e, em 2013 recebeu o título Cidade Pró-Catador do Governo Federal, como práticas municipais que contribuíram a implementação de políticas de inclusão social e econômica de catadores de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/2010), beneficiando hoje cerca de 30 famílias de catadores.
O artigo consta os nomes como autores da Profa. Ana Virginia Moreira Gomes (Universidade de Fortaleza - UNIFOR), Dieric Guimarães Cavalcante (University of Toronto) e Letícia Brena Matos Maciel (Universidade de Fortaleza - UNIFOR) que conheceram o projeto em fevereiro de 2019, através de uma pesquisa nacional (CNPQ) sobre os projetos ganhadores do prêmio Cidade Pró-catador. e colaboraram na elaboração para concorrência do edital.
Disponível no site: https://biblioguias.cepal.org/bigpushparaasustentabilidade

Gravimetria: Getec realiza estudos para o PGIRS de São José de Piranhas


Foi realizado o município de São José de Piranhas de 10 a 13 de março do corrente ano, o estudo gravimétrico que será usado para adequar a gestão dos serviços públicos de limpeza urbana, ações que estarão no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS.
A gestão dos resíduos sólidos, com o fim do lixão, é uma das metas do Prefeito Chico Mendes, onde foram mobilizados os agentes de saúde e de limpeza do município, sob a coordenação do Secretário de infraestrutura o Sr. Tiago Sobral e da Saúde a Dra. Neuma Cavalcanti, que ajudaram na logística da coleta dos resíduos junto à comunidade. Na oportunidade foram utilizados os agentes de limpeza de saúde do município.
A equipe encarregada para realização dos trabalhos será o Grupo Especializado em Tecnologia e Extensão Comunitária – GETEC, que tem a coordenação do economista Tarcísio Valério da Costa e dos técnicos do GETEC, Palloma Morais (Engenheira Ambiental) e Genival Quirino (Engenheiro Agrônomo), em parceria com a UFPB/PRAC.
A gravimetria vai possibilitar: a) conhecer a composição gravimétrica do resíduo sólido domiciliar (seco x molhado); b) estimar geração per capita; indica a possibilidade de aproveitamento das frações recicláveis e da matéria orgânica; c) auxiliar na projeção da geração dos resíduos sólidos para planos de gerenciamento futuros (aterro sanitário).















GETEC, realiza Audiência Publica para Elaboração de PGIRS de São José de Piranhas.


Com objetivo de discutir com toda a sociedade, será realizada no próximo dia 14 de janeiro (terça feira) do corrente ano, as 9 horas, na Câmara Municipal de São José Piranhas, uma Audiência Pública para elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS.
Segundo a Lei 12.305/2010 que Instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o PGIRS é uma das exigências para os municípios terem acesso aos recursos federais na gestão dos resíduos, bem como não sofrerem penalidades pelos órgãos ambientais, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado-PB.
Para o Prefeito Chico Mendes, o município não medirá esforços para elaboração do Plano, entendo que este constitui um instrumento importante para planejar ações e medidas que venham resolver o problema do destino do lixo da cidade, observando seu destino ambientalmente correto, além de conter: a implantação da coleta seletiva gerando renda e ocupação de trabalho para os catadores; a compostagem; desenvolver programa de educação ambiental. Para tanto, será necessário o envolvimento de todo o segmento do corpo administrativo da prefeitura, bem como da população em geral, finalizou o Prefeito.
A coordenação será do Economista Tarcísio Valério da Costa, que faz parte da equipe do Grupo Especializado em Tecnologia e Extensão Comunitária – GETEC e da UFPB/Prac. O prazo de realização do Plano está estipulado de 04 meses. A execução contará com a participação da Eng ambiental Palloma Morais e o Eng Agrônomo Genival Filho.
A entidade GETEC conta com uma larga experiência na elaboração dos Planos Municipais, serviços já executados nos municípios do Congo, Uiraúna, Santana dos Garrotes, Poço Dantas, Pilões e Caiçara, além da premiação nacional pelo trabalho desenvolvido no município de Bonito de Santa Fé, em 2013, Cidade Pró Catador e Sertãozinho, Cidade Cidadã – 2011.

Contatos do GETEC (83) 99932-5573.






quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

GETEC elabora Plano de Resíduos de São José Lagoa Tapada


Inicia no dia 07/10 (segunda feira) de 2019, as 9 horas, na Câmara Municipal de São José da Lagoa Tapada, Audiência Pública para elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS.
O PGIRS é uma das exigências da Lei 12.305/2010 que Instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e, os municípios que ainda não tem seus planos não poderão ter acesso a recursos federais, podem sofrer penalidades pelos órgãos ambientais, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado-PB.
Para o Prefeito Cláudio Antônio Marques de Sousa (Coloral), a elaboração do Plano é um instrumento importante para planejar soluções e medidas que venham resolver o problema do destino do lixo da cidade, dando um destino ambientalmente correto, implantando a coleta seletiva para gerar renda e ocupação de trabalho para os catadores, fazer a compostagem, desenvolver programa de educação ambiental etc e, não medirá esforços para sua elaboração, evolvendo todo o corpo administrativo da prefeitura e a população local.
Os trabalhos serão coordenados pelo Economista Tarcísio Valério da Costa, com um prazo estipulado de 04 meses, que faz parte da equipe do Grupo Especializado em Tecnologia e Extensão Comunitária – GETEC e da UFPB/Prac.
A entidade GETEC conta com uma larga experiência na elaboração dos Planos Municipais, serviços já executados no Congo, Uiraúna, Santana dos Garrotes, Poço Dantas, Pilões e Caiçara. Possui também premiações a nível nacional na área de gestão de resíduos sólidos com a implantação da coleta seletiva nos municípios de Bonito de Santa Fé (Cidade Pró Catador – 2013) e Sertãozinho (Cidade Cidadã – 2011). Contatos do GETEC (83) 99932-5573.





quarta-feira, 17 de abril de 2019

TCE COBRA PLANO DE AÇÃO NA GESTÃO DOS RESÍDUOS AOS MUNÍCIPIOS

Acaba dia 20 próximo o prazo concedido pelo Tribunal de Contas da Paraíba para que Prefeituras e órgãos da administração estadual enviem à Corte seus planos de ação indicando providências relacionadas à disposição e gestão do lixo.
Até esta sexta-feira (12), dos 223 municípios, 94 encaminharam o documento, uma exigência da resolução editada pelo Tribunal - RPL-TC-00003/19-, publicada na edição do Diário Oficial Eletrônico, de 20/02/2019, data em que o prazo estabelecido de 60 dias começou a contar.
A resolução contém as recomendações sobre questões relacionadas à existência de dezenas de lixões a céu aberto. São sugestões fruto da verificação, in loco, feita pelas equipes da Auditoria Operacional em Resíduos Sólidos Urbanos.
Durante o trabalho de campo, os auditores identificaram muitos aspectos negativos e se depararam com situações degradantes em lixões espalhados em municípios por todas as regiões do estado. Constataram também falta de coleta seletiva e de campanhas de educação ambiental, ausência de cooperativas e de assistência aos catadores, entre outros problemas.

Gravidade da situação
O levantamento revelou, por exemplo, entre outros aspectos do problema, que: 50,2% lançam lixo in natura a céu aberto sem posterior cobertura diária; 35,3% realizam queima de resíduos sólidos a céu aberto; 64,3% há a presença de catadores no local da destinação final; 32,4% há a presença de animais; 9,7% existem moradias temporárias ou permanentes.
E em cerca de 20% - 38 municípios – havia, à época, algum Termo de Ajuste de Conduta – TAC - junto ao Ministério Público ou em algum tipo de medida judicial, por denúncia.
Junto com esse diagnóstico, a Auditoria Operacional produziu dezenas de sugestões para o problema da disposição e gestão dos resíduos sólidos na Paraíba. Elas foram informadas ao Pleno, na sessão de 23 de janeiro passado, pelo relator da matéria, conselheiro Fernando Catão.
Em 22 de fevereiro, o conselheiro enviou ofício-circular aos gestores lembrando a importância de elaboração do plano no prazo estabelecido, e que sua não apresentação repercutirá negativamente nos processos de prestações de contas anuais.

Recomendações aos órgãos 
Além das Prefeituras, às Secretarias de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Humano e Segurança Alimentar do Estado, assim como a Superintendência de Meio Ambiente- Sudema.
https://www.portalbvonline.com/noticias/paraiba/825775/1

quinta-feira, 7 de março de 2019

PERÍODO DE DEFESO DO CARANGUEJO UÇÁ - 2019

PERÍODO DE DEFESO DO CARANGUEJO UÇÁ/2019:
Ficam proibidos a captura, a manutenção em cativeiro, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização do crustáceo em todo o Estado. A proibição inclui o animal inteiro ou em partes isoladas (quelas, pinças, garras ou desfiado), de qualquer origem. A multa pelo descumprimento do defeso varia de 700 a 100 mil reais, mais 20 reais por quilo do crustáceo. O responsável que desrespeitar o período de defeso responderá processo.
1º Período - 6 a 11 e 22 a 27 de janeiro;
2º Período - 5 a 10 e 20 a 25 de fevereiro;
3º Período - 7 a 12 e 21 a 26 de março.


Instrução normativa de 6 de janeiro de 2017/IBAMA

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Extensão da UFPB recebe visita de pesquisadores do Ceará e do Canadá

O Projeto de Extensão Coleta Seletiva em Resíduos Sólidos, desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba no Município de Bonito de Santa Fé, no alto Sertão da Paraíba, recebe nesta sexta-feira (01), a visita de pesquisadores da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e da Universidade Rotman, de Toronto-Canadá.

A visita vai contar também com a participação do Secretário de Meio-Ambiente do Município de Cabedelo, Walber Farias, com o objetivo de conhecer o trabalho desenvolvido pelos catadores e implantá-lo naquele município que ainda é carente de uma política na área de gestão de resíduos sólidos.

A equipe de pesquisadores é composta pela professora-doutora do Curso Graduação em Direito e do Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional da UNIFOR, Ana Virgínia Moreira Gomes, e os alunos de graduação Dieric Guimarães Cavalcante e Letícia Brena Matos Maciel, e o professor-doutor Anil Verma, da Universidade Rotman.

De acordo com o Extensionista, Tarcísio Valério da Costa, o objetivo principal da visita é desenvolver, por meio de pesquisa científica, um estudo qualitativo em cidades que passaram de sistemas informais de gerenciamento de resíduos para um sistema formal de gerenciamento de resíduos com a inclusão de catadores no Brasil.

Ele disse que a escolha da visita ao referido projeto se deu pela premiação que o Município de Bonito de Santa Fé recebeu em 2013, na inclusão social de catadores na sua política de gestão de resíduos sólidos, recebendo o título “Cidade Pró-Catador”, que foi coordenado pela Secretaria Geral da Presidência da República, concorrendo então com 63 experiências escritas em Edital que regulamentou a Premiação.

“A UFPB tem o maior interesse de manter parceria com a UNIFOR e a Universidade Rotman, sobretudo pela linha de pesquisa que é comum no estudo do segmento dos catadores de materiais recicláveis, buscando a melhoria da qualidade de vida e sua cidadania e propiciando à sociedade o reconhecimento pelo seu trabalho ambiental”,comentou Tarcísio Valério.

Histórico – O Projeto de Extensão: Implantação da Coleta Seletiva em Resíduos Sólidos em Bonito de Santa Fé foi iniciado em outubro de 2011, com a qualificação e capacitação de 65 catadores – em sua maioria mulheres, criação da Associação dos Catadores e práticas de educação ambiental entre a própria comunidade, que envolveu a necessidade de separação dos resíduos secos e molhados na perspectiva do mercado e do meio ambiente, como empreendedores e agentes ambientais.

O projeto foi coordenado pelo economista e extensionista Tarcísio Valério, da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal da Paraíba (PRAC/UFPB), além, do Grupo Especializado em Tecnologia e Extensão Comunitária (GETEC), em parceria com a Prefeitura de Bonito de Santa Fé e com apoio do Projeto Cooperar, do Governo do Estado da Paraíba.

Tarcísio Valério informou que, no desenvolvimento do trabalho, foi utilizada uma metodologia participativa, priorizando o empoderamento dos catadores, deixando em suas mãos a responsabilidade pela gestão da coleta, armazenagem e comercialização dos produtos reciclados.

Atualmente o Projeto de Extensão de Coleta Seletiva em Resíduos Sólidos em Bonito de Santa Fé continua gerando renda e ocupação de trabalho para 25 famílias de catadores, além de beneficiar o meio ambiente com reaproveitamento desse material na cadeia produtiva, evitando a extração de recursos naturais escassos na natureza.  

A experiência desse projeto de extensão será apresentada pela Presidente da Associação dos Catadores de Material Reciclado de Bonito de Santa Fé, a Senhora Rita Miguel, em um dos painéis do 10º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos (10º FIRS), que acontecerá de 12 a 14 de junho, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.



Fonte: 
Agência de Notícias da UFPB - Paulo César Cabral - com fotos cedidas por Tarcísio Valério

segunda-feira, 23 de julho de 2018

REDE ODS BRASIL






Carta de Princípios e Modelo Organizacional da Rede ODS Brasil.
QUEM SOMOS?
A Rede ODS Brasil é um coletivo(*) suprapartidário(**), que tem como referência a Agenda 2030. Logo, defende:
* Os Direitos Humanos;
* A igualdade (racial, geracional, de gênero e orientação sexual) e a justiça social;
* A aplicabilidade do Marco Legal da Laicidade do Estado;
* O reconhecimento dos direitos dos grupos historicamente excluídos da sociedade;
* O desenvolvimento que equilibre as esferas econômica, social e ambiental, valorizando as práticas e saberes dos Povos Originários e dos Povos e Comunidades Tradicionais;
* O Estado Democrático de Direito;
* O fortalecimento da Democracia Participativa.
O QUE QUEREMOS?
A Declaração do Milênio promoveu significativos avanços sociais no mundo todo ao comprometer os Chefes de Estado a estabelecer uma parceria global para atingir os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Em especial, o desafio mundial de reduzir pela metade a fome e a extrema pobreza.
No Brasil, o atingimento das metas pactuadas com a ONU passou a ser prioridade de gestão para o Poder Executivo Federal, a partir de 2003.
As políticas públicas federais norteadas pela Declaração do Milênio tiveram como resultados: 36 milhões de pessoas a menos entre aqueles que vivem na linha da extrema pobreza (Meta ODM 1); a saída do Mapa da Fome (Meta ODM 1); a universalização da educação fundamental, com 97,7% das crianças e jovens matriculados (Meta ODM 2); a redução da distância na formalização do emprego entre homens e mulheres, de 10% para 2% (Meta ODM 3); a redução da mortalidade materna, em 43% (Meta ODM 5); a ampliação do acesso ao saneamento básico, com 85,5% dos domicílios tendo acesso a água (Meta ODM 7); entre outros.
A ampliação e o fortalecimento da Democracia Participativa consolidaram esse período de avanços e conquistas do povo brasileiro, com a participação e o engajamento de diferentes atores e autores sociais nas diversas esferas da sociedade.
Por isso, queremos:
* Defender e ampliar as conquistas sociais obtidas a partir de 2003, que asseguraram o êxito do país no atingimento das Metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
* Promover a democratização da Agenda 2030, por meio da produção e disseminação de conhecimentos.
* Promover a inserção da Agenda 2030 nos espaços institucionalizados de participação social e nos instrumentos de planejamento e gestão governamental.
* Fomentar a gestão participativa e o controle social como instrumentos de localização da Agenda 2030.
* Dar visibilidade e apoiar as ações desenvolvidas pelos membros da Rede ODS Brasil, fortalecendo-os.
* Estabelecer, ampliar e fortalecer parcerias estratégicas entre os membros da Rede ODS Brasil, visando desenvolver ações colaborativas que contribuam com a implementação da Agenda 2030.
* Qualificar atores sociais visando a capilaridade e a sustentabilidade das ações colaborativas que contribuam com a implementação da Agenda 2030.
* Potencializar a construção de uma agenda de convergência entre os membros da Rede ODS Brasil, norteada pela Agenda 2030.
O QUE PROPOMOS?
Constituir um coletivo em formato de rede, que dissemine e promova os Princípios e Diretrizes expostos nesta Carta, para que a participação social qualifique a elaboração, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas alinhadas à Agenda 2030, assegurando o desenvolvimento humano, econômico, social, cultural e ambiental do país, de forma sustentável.
COMO FUNCIONA?
A principal característica da Rede ODS Brasil é a autogestão com liderança compartilhada. Isto significa que:
* Sua estrutura organizacional é horizontalizada;
* Não há hierarquia;
* O modelo de Democracia Participativa prevalece sobre o modelo de Democracia Representativa. COMO NOS ORGANIZAMOS?
* As instituições cadastradas na Rede ODS Brasil se aglutinam em Grupos Temáticos (GT) ODS - Municipal, Estadual e Nacional - conforme sua área de atuação e expertise.
* Os GT ODS são instâncias de caráter deliberativas e independentes. Logo, possuem autonomia para definirem suas agendas, ações, divisões de tarefas e Coordenadores/as de GT.
* As decisões são tomadas pela maioria dos presentes nas reuniões virtuais ou presenciais. Sendo que, em respeito à paridade, cada Instituição tem direito a um voto.
* Cada GT ODS tem 2 Coordenadores/as.
* A Rede ODS Brasil é constituída pelo conjunto de GT ODS.
* A Comissão de Articulação - Municipal e Estadual - é composta pelos/as Coordenadores/as de GT e reúne periodicamente, para compartilhar as experiências e ações dos GT ODS. A Comissão Nacional de Articulação é composta por 2 instituições de cada estado.
* A Rede ODS Brasil valoriza os seguintes princípios: Diversidade (respeita a pluralidade de opiniões, favorecendo a participação de todos os públicos e entendendo a interdependência de cada um); Abundância (deixa fluir a riqueza que cada parceiro oferta ao coletivo - contatos, recursos materiais, saberes, etc. - atribuindo igual valor aos diferentes tipos de riqueza) e Inteligência Coletiva (reconhece os diferentes talentos, permitindo que cada participante seja protagonista em algum momento).
COMO PARTICIPAR?
* A participação é aberta a toda Instituição que esteja de acordo com a Carta de Princípios e Modelo Organizacional da Rede ODS Brasil.
* O preenchimento do Cadastro Online configura a aceitação da Carta de Princípios e Modelo Organizacional da Rede ODS Brasi.

sábado, 30 de junho de 2018

PROGRAMA LIXO ZERO

CONCEITO LIXO ZERO
- consiste no máximo aproveitamento e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos e a redução – ou mesmo o fim – do encaminhamento destes materiais para os aterros sanitários e\ou para a incineração.
Segundo o conceito estabelecido pela ZWIA – Zero Waste International Alliance –Lixo Zero é:
“uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar as pessoas a mudar seus modos de vidas e práticas de forma a incentivar os ciclos naturais sustentáveis, onde todos os materiais são projetados para permitir sua recuperação e uso pós-consumo.”
Uma gestão Lixo Zero é aquela que não permite que ocorra a geração do lixo, que é a mistura de resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos.
Podemos também dizer, que Lixo Zero é um conceito de vida (urbano e rural), no qual o indivíduo e consequentemente todas as organizações das quais ele faz parte, passam a refletir e se tornam conscientes dos caminhos e finalidades de seus resíduos antes de descartá-los.
Os R’s do Conceito Lixo Zero:
REPENSAR: Acabar com a ideia que resíduos são sujos. Não descartar no lixo comum ou misturar materiais que poderiam ser reciclados.
REUTILIZAR: Diversos objetos e materiais podem ser utilizados de outra maneira antes de serem encaminhados para a reciclagem. Ex.: usar uma folha de papel dos dois lados.
REDUZIR: Gerar o mínimo possível de lixo. Ao invés de lixeiras, residuários e contentores para acomodar os materiais.
RECICLAR: Aproveitar a matéria prima do resíduo para fabricar o mesmo ou outro tipo de produto, sem encaminhá-lo para aterros.
A Politica Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, faz menção a filosofia ao lixo zero, citando:
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
VII - destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos; 
XVII - responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;
Art. 9º. Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. 

https://www.cidadeslixozero.com.br/
O congresso lixo zero foi realizado em Brasilia de 05 a 07 de junho de 2018.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

9 FÓRUM INTERNACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

REALIZADO DE 13 A 14 DE JUNHO, PORTO ALEGRE.

Realizado desde 2007, o Forum Internacional de Resíduos Sólidos - FIRS passou a ter periodicidade anual em 2013, onde nos anos pares é realizado no  Rio Grande do Sul,  seu estado de origem, e nos anos ímpares é itinerante. Organizado pelo Instituto Venturi Para Estudos Ambientais, o FIRS consolida-se como um importante evento técnico-científico realizado no Brasil sobre temáticas relacionadas a resíduos sólidos. Abrange desde estudos acadêmicos até a visão governamental e empresarial. 
O FIRS vai além do seu objetivo de apresentação de métodos, tecnologias, produção científica e boas práticas para a não geração, redução, reuso, reciclagem, tratamento e disposição ambientalmente adequada para os resíduos sólidos. Trata-se de um encontro para compartilhar conhecimento em busca de melhor qualidade de vida. Conta  com a visão qualificada dos professores da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) na construção de capacidades.
Nos últimos três anos, sob a coordenação acadêmica da Escola Politécnica da Unisinos, a submissão de trabalhos científicos vem crescendo em número e qualidade, promovendo o intercâmbio entre a produção científica e investidores públicos e privados para motivar o surgimento de novas empresas de base tecnológica. Para comemorar os seus 10 anos de realização o FIRS reuniu os trabalhos científicos publicados nos Anais de todas as suas edições em uma única plataforma. A expectativa é que o conteúdo ajude a estimular e divulgar a produção científica dos autores, proporcionando acesso a pesquisa de boa qualidade.

O 10 FIRS será no ESTADO DA PARAÍBA, reivindicada pela Universidade Federal da Paraíba, através da Pró reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários.
http://firs.institutoventuri.org/pt/sobre-o-firs/apresentacao.htm


sábado, 27 de janeiro de 2018

Lixo: Fonte de renda para os municípios

Autor*Tarcísio Valério da Costa
Economista/UFPB/PRAC/GETEC/REA-PB/PRODEMA-UFPB
(83)-99932-5573/98821-9054

O Governo Federal com o objetivo de acabar os lixões, criou a Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos que trarão grande ganhos ambientais e sociais para os municípios. Esta legislação trouxe as exigências para os municípios criarem seus Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PGIRS, que representa um modelo de gestão local com o destino ambientalmente correto dos resíduos urbanos, se tornando condição “sine qua non” de repasse de recursos federais para políticas gestão do lixo urbano.
Como uma das metas da lei, está a implantação da coleta seletiva e a reciclagem dos resíduos sólidos com inclusão social dos catadores. Segmento que historicamente para sobreviver, encontraram no lixo uma fonte de renda para atender às suas necessidades. O lixo, que precisa ser recolhido e reciclado para a sobrevivência do planeta, encontra no catador uma saída, e o catador, que precisa de trabalho, encontra no lixo uma alternativa de sobrevivência. Portanto não é lixo. Segundo Aurélio, “lixo é tudo aquilo que não tem valor, não tem aproveitamento no mercado”, é considerado rejeito pela legislação. A lei 12.305/2010, art. 3º, no inciso XV, considera rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada, ao aterro sanitário.
Assim, a lei nº 12.305/10, no art. 6º, inciso VIII, traz o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania para os municípios.
Segundo Estudos Gravimétricos, os resíduos sólidos urbanos em média 60% são constituídos de orgânicos (origem animal ou vegetal, como as sobras de alimentos, cascas de frutas, restos de poda de arvores), 30% recicláveis (papel, plástico, vidro, metal) e 10% rejeitos. Numa projeção de estimativa de produção e renda para os municípios, tomando como base a produção de 01 kg/hab/dia, 30% de material reciclado, venda no mercado de R$ 0,50 /kg, podemos fazer a seguinte projeção, conforme tabela abaixo, ou seja, para um município com população de 24 mil, a produção de reciclável e renda está estimado em 221,08 toneladas e R$ 110 mil reais/mês. Já uma população em torno de 3 mil habitantes, a estimativa é de 34 toneladas de recicláveis e renda de R$ 17 mil reais/mês. Assim, é como se os munícipios em situação queimassem (lixão a céu aberto) ou enterrassem (aterro sanitário) dinheiro todo mês, por não ter política pública de gestão de resíduos.
Tabela: Estimativa de Produção de Reciclado e Renda
MUNICIPIOS
PRODUÇÃO LIXO/DIA
EST. PRO/DIA
(KG)
ESTIM.
REN/DIA
(R$)
ESTIM.
PRO/MÊS
(KG)
ESTIM.
REN/MÊS
(R$)
ITABAIANA
24.565
7.369
3.684,75
221.085
110.542,50
P. ISABEL
23 247
7.004
3.502,00
210.120
100.060,00
TEIXEIRA
15.085
4.525
2.262,50
135.750
67.875,00
P. DANTAS
3.778
1.133,4
566,70
34.002
17.001,00
Fonte: Tarcísio Valério/2017
Ou seja, por menor que seja o município em termos populacional todos geram ocupação e renda com a reciclagem, no entanto, a gestão dos resíduos sólidos passam por adoção de um modelo de política pública priorizado pelo gestor municipal (Prefeito) para ter o devido sucesso no município, compreendendo: a organização dos catadores; implantação de uma logística diferenciada da coleta; adoção de educação ambiental junto à população para separação do lixo seco x molhado; dentre outras ações. Lembrado que experiência de sucesso foi adotado no município de Bonito de Santa Fé, ganhador do Prêmio Cidade Pró Catador em 2013 e em Sertãozinho em 2011, Selo Cidade Cidadã.
Assim, a política pública da reciclagem de resíduos sólidos, além de ecologicamente correta, pode ser economicamente viável e lucrativa para a comunidade local, o que justifica plenamente a adoção por parte do poder local e apoio dos órgãos externos.